Estas estórias circulam num ambiente delimitado, pois parecem formar um pequeno formigueiro ou cupinzeiro. Mas não são estórias de insetos, senão de gentes bem humanas. As personagens têm memória e memórias quase tudo retalhado como colchas mal cerzidas e coloridas e parecem mais ou menos sem rumo.
São assim personagens desarrumadas...conquanto num condomínio muito urbano onde poderiam reinar a concórdia e alguma felicidade. Porém se assim fosse certamente não haveria estória nenhuma a contar. Neste mundo estrambólico, concórdia e felicidade não são narráveis.
Então, um narrador muito astuto junta o que poderíamos chamar de pequenas topadas do cotidiano, comédias de riso sem gargalhadas, e ali explora sem dramas nem tragédias a incapacidade humana de ser minimamente feliz.
A astúcia do narrador figura em diversas linhagens um pacto de leitura muito original, no qual o leitor tanto fica fora quanto dentro do condomínio. Uma armadilha principal será por certo o descompasso