Antes de narrar o exílio forçado de Pronek em Chicago, no entanto, Aleksandar Hemon conduz o leitor até a Ucrânia, onde seu protagonista passa um verão conhecendo, a contragosto, um pouco mais da terra natal de seu pai – composta, basicamente, por trens decadentes, câmeras escondidas e a total ausência de possibilidade de conforto. Lá, em Kiev, o foco narrativo é alternado mais uma vez e quem ganha voz é Victor, americano de origem ucraniana, colega de quarto do jovem bósnio. São pelos olhos dele que o leitor acompanha as peripécias de Pronek, sua dificuldade para pronunciar a palavra literatura, suas piadas afiadas com os amigos no refeitório, sua frustração com o nacionalismo ucraniano, seu caso de amor com uma colega de curso e seu encontro casual com George Bush, às vésperas da derrocada da União Soviética e o golpe de Estado na Ucrânia. Apenas depois da escala em Kiev é que o leitor começa a entrever Jozef Pronek por ele mesmo. Nos Estados Unidos, ele assume as rédeas da sua despe