ATENTOS E DERROTADOS - O CAOS NA ORDEM E A DESORDEM NO CAOS

ATENTOS E DERROTADOS - O CAOS NA ORDEM E A DESORDEM NO CAOS
isbn13
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[.:.] A mente do artista é sempre um Caos. É uma mistura indescritível de tudo-isso-e-mais-um-pouco, uma mistura que procura uma forma para nascer, um Caos que busca ser Cosmos ou, pelo menos, um pedacinho dele. No poeta, o Caos mistura sentidos e sentimentos, imagens, dores e cores puras, vácuos – muitos vácuos repletos de beleza em estado puríssimo, pois é justamente no vazio absoluto que a beleza pura habita – em palavras. As palavras – oh! As palavras! – serezinhos teimosos e indisciplinados que nascem na mente de um poeta gerando absoluta desordem, que, quando a boca e a pena estão caladas, insistem em fugir pelos olhos e pelos ouvidos, que têm que ser resgatadas à força e com lágrimas, que precisam de um cosmético que as ordene. A poesia é o cosmético da linguagem. É a poesia que dá ordem ao Caos que reina absoluto na mente do poeta. É a poesia que torna em microcosmo o que antes era só Caos cheio de indescritíveis vácuos cheios de beleza em estado bruto, puro, vazio! E a beleza